Perfil

Sou Maria Cristina. Fiz bacharelado e Licenciatura em Ciências Sociais, na PUC-SP, onde também fiz minha especialização em Projetos Pedagógicos com o Uso das Novas Tecnologias e o mestrado em Educação: Currículo (linha de pesquisa Novas Tecnologias e Educação). Professora da SEESP e professora universitária. O blog só tem como objetivo ampliar as discussões em sala de aula.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Hegemonia russa

Norberto Emmerich colabora no Centro Argentino de Estudos Internacionais – CAEI. Publicou ressentmente um artigo em que analisa a recuperação da hegemonia da Rússia, um dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). O país andava cambaleante em sua economia, mas tem readquirido importância cada vez maior graças à sua economia.
Segundo Emmerich, Vladimir Putin assegurou que a Ucrânia poderia receber até 9 bilhões de dólares anuais se entrasse na União Alfandegária russa e abandonasse a negociação para a criação de uma zona de livre comércio com a União Européia. Tal união alfandegária proposta pelos russos dá sinais de fortalecimento com a suspensão de controles alfandegários entre Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão no dia 01/07/2011, que são prejudicados considerando que estes países tem baixos direitos de importação, estão colocados na esfera russa, que impõe altos impostos sobre os bens que importa, sem contar que também são afastados do mercado mundial, sem contar que os dois países sentiram fortemente a crise mundial de 2008-2009 e, assim, dependem da Rússia para garantir estabilidade econômica e financeira.
A economia da Bielorrússia é baseada indústria pesada e manufatureira, com impostos semelhantes aos russos como forma de proteger a indústria nacional, ao contrário do Cazaquistão que tem baixa taxa tributária cobrada ao principal de sua economia: extração do petróleo e frágil infraestrutura industrial, e este seria o país que mais sentiria a união alfandegária com a Rússia, erguida sob essa assimetria de poder, onde são os russos que impõem as condições ao dois países pressionados a vender recursos fundamentais.
A união alfandegária proposta pelos russos pode ter a adesão do Quirguistão, Tajiquistão e Ucrânia, único país com estrutura econômica viável e cuja posição estratégica a coloca como o fiel da balança entre a Rússia e a União Europeia - razão pela qual os russos desejam que a Ucrânia se some à união alfandegária. Os dois primeiros têm pouca importância econômica mas são rotas de tráfico de drogas ilícitas vindas da Ásia Central. Com a união alfandegária a Rússia teria aval institucional para impor maior controles da fronteira desses países.
Os ucranianos têm problemas para pagar as aposentadorias e por isso elaborou uma reforma que elevou a idade da aposentadoria das mulheres de 55 a 60 anos. Os serviços básicos têm taxas muito baixas e, por isso, pouco investimento, por isso houve um colapso nos serviços de eletricidade, por exemplo, razão pela qual houve um aumento significativo nos preços das tarifas (cerca de 100% em janeiro e subirão 29% adicionais em agosto de 2011).
Os problemas se seguem, ainda que cada país encontre aspectos positivos em geral para se unir aos russos. Alguns representantes oficiais da Bielorrússia consideram ser mais rentável refinar o petróleo do Cazaquistão na Bielorrússia do que na Rússia, mesmo que o Espaço Econômico Comum crie um mercado de 170 milhões de pessoas, o que será benéfico para as empresas nacionais, permitindo aos três países membros aumentar o PIB em mais de 15% até o ano de 2015. A Rússia se beneficiará com 400 bilhões de dólares, enquanto a Bielorrússia e o Cazaquistão obterão mais de 16 bilhões, mas os ganhos geopolíticos para os russos são grandes já que se fortalecerá perante a China na região da Ásia Central.
O texto original: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=131712. Tradução de Cainã Vidor.

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