Perfil

Sou Maria Cristina. Fiz bacharelado e Licenciatura em Ciências Sociais, na PUC-SP, onde também fiz minha especialização em Projetos Pedagógicos com o Uso das Novas Tecnologias e o mestrado em Educação: Currículo (linha de pesquisa Novas Tecnologias e Educação). Professora da SEESP e professora universitária. O blog só tem como objetivo ampliar as discussões em sala de aula.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Acesso noturno é preferido dos jovens

Pesquisa de mestrado de Gema Mesquita (Uso noturno de computador por adolescentes: seu efeito na qualidade de sono, na edição de junho da revista Arquivos de Neuro-Psiquiatria), orientada pelo professor Rubens Reimão, do Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente da Escola de Ciências Médicas da Unicamp Unicamp concluiu que amaioria dos adolescentes prefere acessar a Internet à noite e isso têm impacto negativo sobre a qualidade do sono e o rendimento escolar.
“O trabalho mostrou que os adolescentes estão de fato abusando do uso do computador à noite. Os usuários apresentam elementos de distúrbios do sono e têm mais dificuldade para adormecer e para acompanhar as tarefas escolares no dia seguinte”, disse Reimão à Agência FAPESP. Segundo o estudo, 65% dos jovens utilizam computadores à noite e destes, 75,96% o fazem nos dias de semana entre 18 horas e 6 horas e 90,38% nos fins de semana das 17 horas às 3 horas.
A pesquisa mostra que mais de 70% dormem mal. A amostragem contou com 160 adolescentes (55 meninos e 105 meninas) entre 15 e 18 anos, estudantes de duas escolas da cidade mineira de Alfenas. Reimão, membro do Grupo de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e orientador da pesquisadora, lembra que “Mesmo entre os adolescentes que não usam computador à noite, a qualidade de sono já é ruim”, mas os problemas são agravados no caso dos usuários noturnos: 43,3% têm dificuldade ou indisposição para acompanhar tarefas diurnas, contra 23,2% dos não-usuários. Entre os não-usuários, o levantamento verificou que 67,9% dormem mais que sete horas por noite. Entre os usuários, o número caiu para 51%. Os usuários têm mais dificuldade para adormecer: 33% demoram de 30 a 60 minutos para pegar no sono, contra 25% dos não-usuários. “Os dados apresentados na dissertação indicam que os adolescentes que abusam da internet à noite têm notas piores e faltam mais”, afirmou o professor da Unicamp.
A tese de doutorado de Gema Mesquita, em andamento, estudará o impacto do uso noturno do computador em uma faixa etária entre 18 e 25 anos, fase em que o indivíduo começa a universidade.
Os ritmos biológicos de sono são determinados por fatores internos e externos. Mudanças de ritmos provocadas por alterações no ambiente externo podem provocar distúrbios de sono, indisposição, modificações gastrointestinais, flutuações do humor, irritabilidade, tensão, confusão, ansiedade e redução da performance em tarefas que requerem atenção e concentração.

Nenhum comentário:

Gadget

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

bolinhas bolinhas