Perfil

Sou Maria Cristina. Fiz bacharelado e Licenciatura em Ciências Sociais, na PUC-SP, onde também fiz minha especialização em Projetos Pedagógicos com o Uso das Novas Tecnologias e o mestrado em Educação: Currículo (linha de pesquisa Novas Tecnologias e Educação). Professora da SEESP e professora universitária. O blog só tem como objetivo ampliar as discussões em sala de aula.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Autismo é mais frequente em meninos

Uma em cada 250 pessoas, a grande maioria são meninos, é autista. Autismo é uma desabilidade do desenvolvimento que afeta a comunicação e a interação social - e este número tem aumentado nos últimos anos. Sob o guarda-chuva "autismo" se abriga vários transtornos, entre eles o autismo clássico, síndrome de asperger, transtorno do desenvolvimento, mas todos tem dificuldade em se comunicar, interagir socialmente, repertorio de comportamentos. Ocorre tanto em pessoas com algum tipo de deficiência mental ou em superdotados, de qualquer etnia ou classe social e o portador deste transtorno pode ou não ser dependente de outras pessoas, têm a mesma probabilidade de vida de uma pessoa regular. A questão que se apresenta refere-se à qualidade de vida do individuo: algumas pessoas com "High-Function autismo" (autismo de bom funcionamento- termo utilizado para autistas que não são Asperger)podem se casar, freqüentar Universidade, ter uma carreira,etc.
Por duas ocasiões o programa Globo Rural apresentou reportagem com a Dra. Temple Grandim, autista e professora da Universidade de Colorado, mundialmente reconhecida por seu trabalho com bovinos, e cuja vida gerou um filme. Outro autista famoso era Albert Einstein. Em geral não querem interagir, ainda que alguns sejam carinhosos, abracem e beijem, Podem até conversar sobre assuntos de seu interesse.
Alguns autistas são superdotados, como o personagem de Dustin Hoffman em "Rain Man". e são capazes de fazer contato olho-a-olho, desenvolvem um bom uso da fala ou desenvolvem outras formas de comunicação como linguagem de sinais.
O progresso de crianças autistas, e a diminuição dos sintomas, pode ocorrer com tratamentos e métodos que proporcionem seu desenvolvimento.
Não se sabe exatamente o que provoca o autismo, mas pesquisas tem apontado que hormônios sexuais podem contribuir para sua ocorrência - ele é quatro vezes mais comum em meninos.
Pesquisa comandada pela bióloga Valerie Hu, do Centro Médico da Universidade George Washington, constatou que o gene retinoic acid-related orphan receptor-alpha (Rora, na sigla em inglês), que controla a produção de uma enzima pouco presente em pessoas com autismo – aromatase , interage com o estrogênio e com a testosterona presentes no cérebro: quanto mais testosterona havia em cérebros de doadores autistas falecidos, menos ativo era o Rora – diminuindo a presença de aromatase, responsável por converter testosterona em estrogênio. O equilíbrio entre os hormônios sexuais regula a atividade do Rora e mantém os níveis estáveis de produção de enzimas. Qualquer alteração desarticula todo o circuito. O trabalho indica que tal desequilíbrio possa ser uma das causas do distúrbio, além disso, altos níveis do hormônio feminino estrogênio poderiam evitar o autismo. Sobre esta pesquisa acesse http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/genetica_ajuda_a_entender_por_que_autismo_e_mais_comum_em

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