Perfil

Sou Maria Cristina. Fiz bacharelado e Licenciatura em Ciências Sociais, na PUC-SP, onde também fiz minha especialização em Projetos Pedagógicos com o Uso das Novas Tecnologias e o mestrado em Educação: Currículo (linha de pesquisa Novas Tecnologias e Educação). Professora da SEESP e professora universitária. O blog só tem como objetivo ampliar as discussões em sala de aula.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Castoriadis

Castoriadis escreveu o livro "A instituição imaginária da sociedade". Recomendo o autor, o livro e o site: http://www.agorainternational.org/
No livro, Castoriadis afirma que “O imaginário de que falo não é imagem de. É criação incessante e essencialmente indeterminada (social-histórica e psíquica) de figuras/formas/imagens, a partir das quais somente é possível falar-se de alguma coisa. Aquilo que denominamos realidade e racionalidade são seus produtos” p. 13. Esclarece que tudo o que temos no mundo social-histórico está entrelaçado com o simbólico, que aparece primeiro na linguagem, também nas instituições (casamento, escola, religião, Estado...), mesmo que as instituições não se reduzem ao simbólico, mas elas só podem existir no simbólico (p. 142).
“A fantasia mais secreta e mais vaga é feita de imagens” p. 154. “O simbolismo pressupõe a capacidade imaginária. Pois pressupõe a capacidade de ver em uma coisa o que ela não é... “ p. 154. “Ele (o imaginário) está na raiz tanto da alienação como da criação da história” p. 161. “Porque a criação pressupõe, tanto quanto a alienação, a capacidade de dar-se aquilo que não é” p. 160. Não existe descoberta, pois não existe pré-construído. “O ser do grupo e da coletividade: cada um se define, e é definido pelos outros, em relação a um nós. Mas esse nós, esse grupo, essa coletividade, essa sociedade, é quem, é o quê? É primeiro um símbolo, as insígnias de existência que se deram sempre cada tribo, cada cidade, cada povo. Antes de tudo é certamente um nome” p. 178.

Nenhum comentário:

Ocorreu um erro neste gadget

bolinhas bolinhas